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Coincidência criativa?

Ok, as ideias estão no ar! É impossível tentar se apoderar de alguma ideia só para si e mantê-la escondida por muito tempo. Com a proliferação de redes sociais, conteúdos são divulgados intensamente e com extrema velocidade. Alguns temas, ainda que pareçam incomuns, podem ser levantados por duas ou mais pessoas ao mesmo tempo, independente do lugar em que estejam. Mas até que ponto a semelhança entre criações pode ser considerada simples coincidência criativa e até que ponto passa a ser cópia?

No universo publicitário, as tais das coincidências pipocam a todo o momento e em todos os e-mails. Há aqueles que defendem ardorosamente quem fez primeiro, outros que acreditam no fato de duas mentes pensarem a mesma coisa pelo mesmo ângulo,  também encontramos aqueles que preferem se omitir a mostrar a verdadeira opinião… Enfim, as reações são diversas; mas a pergunta é a mesma: foi mera casualidade ou uma estratégia mal sucedida de pegar uma ideia emprestada?

Na minha concepção, leves semelhanças acontecem a todo minuto; grandes semelhanças estão naquele baixo percentual de coisas pouco prováveis e situações praticamente iguais são, na verdade, falta de confiança e tentativa de malandragem – ao se dar bem às custas alheias. Opiniões à parte,  criações são coisas subjetivas. Cabe a cada um a decisão.

O banheiro é logo ali

Nesta fase anterior ao Carnaval, alguns assuntos são evidenciados em campanhas publicitárias, principalmente bebibas alcoólicas, camisinhas, prevenção a drogas… Mais recentemente, uma nova medida da Prefeitura do Rio de Janeiro chamou a atenção: a proibição ao popular ato de fazer xixi em locais públicos.  A repressão à falta de civilidade praticada, em especial durante épocas festivas, pode resultar em pena de 6 meses a 2 anos de prisão, segundo o Código Penal.

Durante o Carnaval, a polícia estará mais alerta. Porém, a popular prática dos brasileiros já  está rendendo altos números de detidos… Basta dizer que, no último fim de semana, a Secretaria Especial de Ordem Pública autuou 49 pessoas por serem flagradas fazendo xixi nas ruas cariocas.

Mais do que anúncio de oportunidade, uma determinada marca de cerveja embarcou na carona da nova medida e criou uma “campanha de oportunidade”.  Conhecida como patrocinadora oficial do Carnaval de Rua do Rio, por ter feito parceria com a Riotur, uma determinada marca de cerveja está fazendo uma campanha educativa, que visa à conscientização da população sobre o ato de não fazer xixi em local público. Para isso, foram espalhados banheiros químicos pelas ruas e placas com a proibição. Comerciais de TV bem-humorados dão o tom da campanha, que é casual, divertida e respeita a tradição de diversão nos blocos de rua do Rio.

Sem dúvida, uma excelente solução para gerar aproximação e confiança entre a marca e o folião. Além disso, este exemplo deixa clara a possibilidade de usar a publicidade de cerveja de forma educativa e consciente, fugindo das constantes apelações que a maioria das marcas fazem em suas veiculações na mídia.  Brilhante!

“Ó abre alas que eu quero passar”

Marchinha tradicional, Ô abre alas é cantada ainda hoje em “bailes de Carnaval” à moda antiga. Máscaras, fantasias e serpentinas completam o cenário das comemorações. Mas por que essa ideia de se fantasiar em determinado período do ano e brincar?

O Carnaval é uma das festas mais populares do mundo. Sua origem remonta ao entrudo, comemoração de Portugal, na qual as pessoas jogavam água, ovos e farinha umas nas outras. Por acontecer no período que antecedia à Quaresma, o entrudo estava ligado à expressão da liberdade. Em outros lugares europeus, como Itália e França, era comum a prática de desfiles de máscaras e fantasias, que originou personagens tradicionais (pierrô e colombina).

Em nosso país, deu-se uma mistura do espírito do entrudo com as características da festa européia. E assim, no fim do século XIX, surgiram os primeiros blocos carnavalescos e os corsos (pessoas fantasiadas desfilando pela cidade em seus carros ornados), uma espécie rudimentar dos carros alegóricos que conhecemos.

E qual a ligação deste post com a Publicidade, tema central desse blog? Bom, o Carnaval é uma boa época para a Publicidade, sobretudo de cervejas. Com patrocínio de camarotes em desfiles, comerciais de TV ou patrocínios dos blocos de rua, as marcas também colocam plumas e paetês para aparecerem nesta época do ano… Talvez, devamos alterar a marchinha de Carnaval que abriu este post: “Ô abre alas pra minha marca passar”!

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O valor de uma marca

Pense rápido. Um refrigerante? Uma marca de tênis? Um hotel no Rio de Janeiro? Uma loja de roupas femininas? Uma loja de ternos? Provavelmente, você pensou em suas marcas preferidas. Até aí, tudo bem. É mais do que natural ter certa predileção por determinado produto e, consequentemente, priorizar a sua marca. No entanto, alguns produtos são tão tradicionais e suas equipes de marketing fizeram um trabalho tão bem feito que se tornaram sinônimos de “categorias de produtos”.

Alguém aqui pede uma lâmina de barbear em vez de Gillette quando vai à farmácia? Ou então pede ao garçom do restaurante um refrigerante de cola no lugar de Coca-cola? O que está escrito na sua lista de compras: palha de aço ou Bombril? Estes exemplos já deixaram bem claro o que é virar sinônimo de categoria.

Mas conseguir um recall assim tão grande e conquistar alto share of mind (nível de lembrança de produto, serviço ou marca numa pesquisa) não é algo natural ou mero acaso; mas é fruto de um trabalho de consolidação de marca extremamente bem elaborado ao longo de um tempo considerável, com grandes investimentos em publicidade.

O valor de uma marca é resultado de um planejamento de comunicação milimetricamente estudado. Não adianta só encher a cidade de outdoors e fazer ações de sampling; o principal segredo para o sucesso de uma marca consiste numa comunicação integrada. Mas, shiiii, não conta pra ninguém que eu contei…

Cliente e agência: uma dicotomia unificada

Uma agência de Publicidade possui como grande missão trazer resultados eficazes para os problemas de comunicação dos clientes. Na agência, os clientes são reis; eles mandam! Mas, por vezes, surgem algumas discordâncias. Aí, administrar uma relação com determinado cliente torna-se uma tarefa árdua. Mas isto não é exclusividade do meio publicitário. Em qualquer relacionamento, independente do grau de profundidade, classe econômica, região ou idioma, conciliar interesses exige muito “jogo de cintura” e muita paciência.

Quando criança, basta um choro para ganhar aquele brinquedo. Na adolescência, muita reclamação, geralmente, surge o efeito desejado. Na fase adulta, é que as coisas complicam… Não há mais artimanhas pessoais que facilitem no convencimento do outro. Então, é preciso apelar para criatividade, jogos de palavras, elevados recursos de técnicas de vendas e silogismos vários para sobrepor a sua ideia. Nos terrenos da amizade e do amor, o carinho fala mais alto, o que facilita o acordo entre as partes. Já no âmbito profissional…

Profissionalmente falando, só argumentos embasados e dados aferidos são capazes de servir como estratégia de persuasão. E na Publicidade, essa tal da conciliação reina! É convencer o cliente daqui, lidar com os criativos dali, ajudar no consenso entre as partes… Enfim, para lidar com essa dicotomia unificada, com esses opostos que se atraem mutuamente – cliente e agência – só com muita sagacidade!

Do arco da velha…

Estava com vontade de escrever um texto bacana pra dedéu! Algo assim supimpa, que fizesse os leitores racharem o bico, mesmo sem entender bulhufas. Não tinha nenhum broto legal ou um carango pra botar pra quebrar… Também não queria falar sobre aquele vizinho chato de galocha e nem sobre os clientes batutas da agência. Eliminei assuntos como a pindaíba dos meus chapas, já que não queria ninguém borocoxô aqui.

Pombas! Será o Benedito? Sobre o que escrever? Situação de lascar! Se tivesse gamado por alguém ou grilado com alguma coisa, ainda poderia contar o bode. Mas hoje não me veio nenhuma ideia de arrebentar a boca do balão. E pensar que isso é fichinha pra mim! Macacos me mordam!

Tá xuxu beleza! Sem choro nem vela, vou dar no pé antes que você ache que isso aqui é puro lero-lero, sacou?

É a linguagem muda sempre… Novas gírias e expressões surgem e modificam a forma de se comunicar de determinada geração. Fato é que, como já dizia Chacrinha, “quem não se comunica, se trumbica”!

Se você não entendeu alguma das gírias usadas, acesse http://www.soportugues.com.br/secoes/curiosidades/girias_antigas.phphttp://www.jorwiki.usp.br/gdnot07/index.php?title=G%C3%ADrias_antigas&redirect=no e divirta-se!

Jingle, todo mundo já cantarolou algum…

Alguns afirmam que a música é o alimento da alma, outros dizem que quem canta seus males espanta, há ainda aqueles que acreditam em energias positivas atraídas por canções… Independente de qual corrente você siga – ou mesmo que não tenha nenhuma postura –, o fato é que um simples batuque tem o incrível poder de grudar na mente e uma composição bem feita brota dos lábios sem que possamos perceber…

A Publicidade, é claro, também usa o poder musical para anunciar produtos e consolidar marcas, os populares jingles. Alguns, quando veiculados em televisão, podem se tornar febre e marcar uma geração… Quem não se lembra de um jingle que tenha ouvido durante a sua infância?

As crianças, geralmente, são muito impactadas pelo recurso publicitário e, com o passar dos anos, ainda possuem boas recordações do produto ou da marca que era colocada em evidência. Assim, um bom jingle pode fidelizar o consumidor para o resto de sua vida. Ainda que ele não use mais o produto, certamente terá uma boa imagem da marca.

Agora, se você gostou deste post e se lembrou de algum jingle marcante, procure-o na Internet e rememore… Música sempre faz bem!

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Abaixo, algumas curiosidades:

- O primeiro jingle foi criado nos EUA, em 1926, para um cereal matinal;

- O auge dos jingles nos EUA ocorreu nos anos 50;

- No Brasil, o primeiro jingle que se tem notícia data de 1882, quando uma polca foi usada para promover um digestivo.

Os MACmaníacos já podem comemorar!

Para os heavy users da Apple e pra quem adora tecnologia, chegou a hora de conhecer o mais recente lançamento da marca: o IPad. O aparelho, que promete revolucionar o mercado, é uma prancheta digital, que reúne as funções de computador, videogame, tocador de músicas / vídeos e leitor de livros digitais (permite a leitura de iBooks).

A inovação da Apple foi apresentada pelo CEO da marca, Steve Jobs, que classificou o IPad como “mágico” e “revolucionário”. Sem dúvida, um computador com tela colorida e sensível ao toque com 9,7 polegadas, conexão WiFi e 3G, processador de 1Ghz e bateria com duração de até 10 horas de uso é um produto que tem tudo para dar certo e se tornar febre mundial em pouquíssimo tempo, como aconteceu com os lançamentos anteriores da Apple.

No entanto, o aparelho não possui câmera, o que impede o usuário de fotografar, produzir filmes e, até mesmo, fazer videoconferências. Outra característica que desapontou os MACmaníacos, que aguardavam ansiosamente o lançamento, foi o fato de o IPad não apresentar o recurso de multitarefas, o que possibilita o funcionamento de mais de um programa ao mesmo tempo.

Apesar das “falhas”, o aparelho promete concorrer diretamente com o Kindle, da Amazon, superando as vendas deste. A chegada do IPad ao mercado norte-americano está marcada para março e o valor será entre US$ 500 e US$ 700 (variando em função da capacidade de armazenamento).

É, estamos em plena era da tecnologia, na qual os aparelhos ficam cada vez mais completos e sofisticados. A quarta Revolução Industrial está trazendo grandes novidades para o cotidiano das pessoas e colaborando imensamente para a comunicação mundial… Mas isso é assunto para um novo post!

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1º DE FEVEREIRO, DIA DO PUBLICITÁRIO

Quero registrar aqui meus cumprimentos a todos aqueles que têm a Publicidade como profissão, mas, sobretudo, como vocação! Sim, porque ser publicitário de verdade é se entregar de corpo e alma à profissão; é não ligar para as noites passadas em claro; é sentir-se plenamente feliz ao formular aquele conceito que ficou dias em desenvolvimento e que, finalmente, surgiu prontinho de uma hora pra outra na sua cabeça; é comemorar os bons resultados dos clientes, e sentir sempre aquele friozinho na barriga antes de uma apresentação importante…

Ser publicitário é deixar a imaginação transformar idéias em resultados concretos, sonhos em peças criativas. Por tudo isto, tenho muito orgulho de exercer a Publicidade!

Quero, hoje, parabenizar a todos os meus colegas de profissão. Que muitas peças, resultados positivos e prêmios permeiem as suas carreiras!

Para quem não é publicitário, que atire a primeira pedra aquele que nunca ficou feliz em rever uma propaganda da sua infância ou aquele que não saiba até hoje um jingle feito pra alguma marca de brinquedo. Desafio àqueles que nos criticam a afirmarem que não se lembram de algo como “Bela camisa, Fernandinho”, “O primeiro Valisére, a gente nunca esquece”, “Compre batom, seu filho merece batom”, “A minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos”, “Quero ver pipoca pular, pipoca com guaraná”, “Não esqueça a minha Caloi”, “Me dá, me dá, me dá, me dá Danoninho, Danoninho dá”…

Sustentabilidade II

Apesar de já ser alvo de inúmeras (e infinitas) discussões e de, inclusive, ter sido abordado aqui no post anterior, voltarei a falar de sustentabilidade. Só que desta vez, o foco será um pouquinho diferente… A pergunta que mais importa: sustentabilidade e responsabilidade social são interdependentes?

Sem dúvida, a utilização de projetos sociais e ambientais em muito acrescenta à imagem da empresa, gerando um forte valor agregado. É claro que, numa sociedade onde os produtos tornaram-se commodities, o que conta verdadeiramente é a marca. E nada melhor para uma empresa trabalhar a própria imagem do que investir em temas latentes como estes.

Responsabilidade Social com Sustentabilidade deve ser mais do que simples filantropia. Precisa representar uma mudança de atitude efetiva na gestão empresarial, direcionando os esforços para a qualidade das relações, para a verificação de todas as etapas da produção, para a geração de valor para os stakeholders…

Em primeiro lugar, é preciso conceituar esses termos tão usados. Responsabilidade Social implica no desenvolvimento de projetos que beneficiem um determinado grupo social, melhorando sua condição de vida e promovendo cursos de capacitação. Desenvolvimento Sustentável, por sua vez, é um planejamento baseado nas necessidades atuais sem comprometer as gerações futuras, ou seja, zelando pelo meio ambiente.

Respondendo à questão proposta: não, estes conceitos não são interdependentes, mas, quando bem aliados, podem surtir grandes efeitos nas marcas que os utilizam. Numa sociedade imersa num momento de sérios problemas ambientais, causados por ações humanas imprudentes, falar em projetos sustentáveis e sociais tornou-se praticamente uma necessidade estratégica, importantíssima para o crescimento e, até mesmo, para a sobrevivência neste mercado competitivo. Mas é preciso que eles sejam verdadeiros, abrangendo todas as etapas da produção, distribuição e comercialização. Só assim uma marca estará sendo socialmente consciente.